Bahia confirma primeiros casos de Mpox em 2026 e acende alerta para vigilância sanitária
Foto: CDC/BRIAN W.J. MAHY
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou, nesta quinta-feira (19), os dois primeiros registros de Mpox no estado em 2026. Os casos envolvem uma paciente na região de Vitória da Conquista e um caso importado de Osasco, em São Paulo, identificado em Salvador. A paciente de Vitória da Conquista, uma mulher na faixa dos 30 anos, buscou atendimento no Hospital Geral da cidade no início de fevereiro apresentando lesões na pele. Curiosamente, ela também testou positivo para catapora, mas exames laboratoriais ratificaram o diagnóstico de Mpox. No momento, ela segue em isolamento e apresenta boa resposta ao tratamento, enquanto as autoridades locais monitoram o caso para garantir a segurança da população e o controle sanitário na região.
Sobre o paciente de Salvador, a Sesab ainda não forneceu detalhes adicionais, mas informou que o cenário epidemiológico segue sob observação rigorosa, com outros dois casos suspeitos em análise e três já descartados no estado. O surgimento desses registros na Bahia acompanha uma tendência nacional de monitoramento da doença. Até o momento, o Brasil já soma dezenas de casos confirmados em 2026, com a maior concentração no estado de São Paulo, além de registros pontuais no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é causada por um vírus semelhante ao da varíola humana e se manifesta principalmente por meio de lesões bolhosas na pele que formam crostas antes de cicatrizar. Embora os sintomas geralmente desapareçam de forma espontânea em algumas semanas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para o risco de complicações graves, como pneumonia e infecções oculares, especialmente em recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade baixa. A transmissão ocorre majoritariamente pelo contato direto com as feridas, mas também pode acontecer por meio de gotículas respiratórias ou pelo compartilhamento de objetos pessoais, como roupas de cama. As autoridades reforçam que o período de transmissão só se encerra quando todas as lesões estão completamente cicatrizadas.
Fonte: Correio