Cultivo do umbu gigante ganha força como motor econômico no semiárido baiano
Foto: Tiago Dantas/Ascom Inema
As potencialidades e a expansão da produção do umbu gigante na Bahia foram o tema central do 3º Dia de Campo, realizado neste sábado (7) na Fazenda Experimental Pedra Mole, no Distrito de Bate Pé, em Vitória da Conquista. O evento, promovido pela prefeitura local com apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), reuniu dezenas de produtores rurais interessados em diversificar suas culturas e aumentar a rentabilidade no campo. Durante o encontro, o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, destacou que o acordo de cooperação técnica firmado entre o estado e o município visa a criação de jardins clonais em outras cidades, transformando essa variedade típica do Nordeste em uma fonte de renda lucrativa e reconhecida internacionalmente.
A escolha de Vitória da Conquista como polo de fomento deve-se ao fato de mais da metade do seu território estar inserido no semiárido, ambiente ideal para o desenvolvimento do fruto. O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Breno Farias, informou que a Fazenda Experimental está ampliando seu viveiro para dobrar a produção atual de cinco mil mudas por ano, com a meta de transformar a região na principal produtora de umbu gigante do país. O entusiasmo com a cultura é visível entre os agricultores, como no caso de Nelito Araújo, de 70 anos, que planeja utilizar o fruto para a fabricação de polpas e doces, garantindo um faturamento extra para sua propriedade.
As vantagens do umbu gigante em relação ao tipo tradicional são significativas, começando pelo tamanho, que equivale a três frutos comuns, e pela maior quantidade de polpa disponível para o processamento industrial. No mercado, a valorização é evidente: enquanto o litro do umbu comum é vendido por cerca de R$ 10, o quilo da variedade gigante pode ultrapassar os R$ 15, chegando à categoria premium quando o fruto pesa mais de 130 gramas. Vale ressaltar que essa espécie surgiu por seleção natural e seu cultivo, realizado por meio de enxertos, apresenta alta resistência às secas prolongadas devido à capacidade de armazenamento de água em suas raízes, tornando-se uma alternativa sustentável e estratégica para o fortalecimento da agricultura no interior baiano.
Fonte: Ascom/Seagri