Queda da Ponte JK agrava logística e eleva custos para produtores do Tocantins, afirma presidente da Aprosoja

 Queda da Ponte JK agrava logística e eleva custos para produtores do Tocantins, afirma presidente da Aprosoja

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A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcelos, destacou em entrevista que a queda da Ponte JK, ocorrida há cerca de 20 dias, trouxe grandes dificuldades logísticas para os produtores da região, especialmente com a colheita prevista para começar em aproximadamente 15 dias. A falta de alternativas eficientes para a travessia tem gerado custos adicionais e atrasos significativos na cadeia produtiva.

Segundo Caroline, ainda não há previsão para o funcionamento de uma balsa que possa substituir a ponte. “Hoje houve uma movimentação para estruturar o acesso à possível balsa, mas não sabemos quando começará a operar. Mesmo assim, o custo adicional será um desafio para os produtores e para todos que utilizavam a ponte na logística do Norte do Brasil”, afirmou.

Rotas alternativas e custos elevados
Atualmente, os produtores estão recorrendo a rotas alternativas que aumentam o percurso em cerca de 100 km ou ao uso de balsas, o que eleva ainda mais os custos e o tempo de transporte. Além disso, o aumento no fluxo nessas rotas está sobrecarregando os caminhos e gerando atrasos. “Os motoristas relatam muitos problemas com a demora e o excesso de veículos nessas rotas que não eram usadas com essa intensidade antes”, explicou Caroline.

Impactos no transporte de grãos e insumos
A interrupção da Ponte JK afeta diretamente o transporte de grãos para o Porto Franco, no Maranhão, e para o Porto de São Luís, principais destinos da produção do Tocantins. Fertilizantes e defensivos agrícolas para as safras de soja e milho também enfrentam dificuldades de chegada. “Com a queda da ponte, o custo de frete e possivelmente o custo de balsa tornam a logística quase inviável para muitos produtores, especialmente na região Centro-Norte do Tocantins”, destacou.

Pleitos ao governo
A Aprosoja Tocantins busca diálogo com o governo estadual para pleitear isenções ou subsídios que minimizem os custos extras para os produtores. Além disso, Caroline Barcelos chamou atenção para um novo desafio: a proposta do governo do Maranhão de criar uma contribuição ao fundo de transporte sobre toda a produção que passa pelo estado, o que pode onerar ainda mais a cadeia produtiva.

A presidente concluiu reforçando a necessidade de medidas urgentes para evitar maiores impactos econômicos aos produtores e garantir o escoamento eficiente da safra. “As margens dos produtores já estão extremamente apertadas, e esses custos adicionais representam um grande desafio para o setor”.

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